A emblemática competição regional está de volta em 2026, substituindo o CHAN e focando-se exclusivamente no talento local.
A União de Futebol da África Ocidental (WAFU Zona A) oficializou, esta terça-feira, 10 de fevereiro, o que muitos amantes do futebol na região esperavam há anos: o regresso da Taça Amílcar Cabral.
A competição, que marcou gerações entre 1979 e 2007, volta ao calendário desportivo com a promessa de revitalizar o futebol praticado dentro das fronteiras de cada país membro.
● Um novo formato, a mesma rssência
A nova era da Taça Amílcar Cabral traz mudanças estruturais importantes. A competição passará a ser realizada de dois em dois anos e assumirá o lugar do extinto CHAN (Campeonato Africano das Nações para jogadores residentes).
O grande objetivo é claro: valorizar os atletas que atuam nos campeonatos domésticos, servindo de montra para o talento que ainda não deu o salto para o estrangeiro.
● A Memória de 2000: O ano de Cabo Verde
Para os adeptos cabo-verdianos, falar desta taça é recordar a glória do ano 2000.
Naquela final inesquecível, os “Tubarões Azuis”, liderados pelo selecionador nacional Óscar Duarte, bateram o gigante Senegal por 1-0, no Estádio da Várzea, com o histórico golo de Toni, coroando-se campeões em casa.
O país voltaria a brilhar em 2007, chegando à final, mas acabaria por cair perante o Mali naquela que seria a última edição antes do cancelamento por motivos financeiros e logísticos.
O histórico da prova revela o domínio das potências da África Ocidental, com o Senegal a liderar a palmarés: Senegal soma 8 títulos, Guiné-Conacri 5, Mali 3, Serra Leoa 2 e Cabo Verde 1.
A última edição do torneio ocorreu em 2007 (embora o cancelamento oficial só tenha vindo em 2010).
Agora, com o anúncio da WAFU, as federações nacionais têm o desafio de preparar as suas seleções de “residentes” para o regresso da prova, previsto para ainda este ano de 2026.
Este renascimento surge como uma resposta à necessidade de criar competições sustentáveis e que gerem menos encargos logísticos do que as grandes provas continentais, mantendo viva a chama da rivalidade saudável entre vizinhos.
Por: GAFT Sports


