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Quando o pai se torna o adepto número um

Entre o nervosismo da bancada e o orgulho de ver as cores nacionais defendidas por quem viu crescer, a história do pai de um guarda-redes é feita de batimentos cardíacos acelerados e silêncios cúmplices.

No futsal, a baliza é o lugar mais solitário do campo. Mas, para o guarda-redes da Seleção Nacional de Futsal, Celso Fernandes, essa solidão é apenas aparente.

Na bancada encontrava-se o pai — que partilha o mesmo nome, sendo antigo vereador da Cultura e Desporto da Câmara de São Miguel e também pai do atual edil micaelense, Meno Fernandes — com o olhar fixo em cada movimento do filho, o guarda-redes titular da seleção cabo-verdiana.

Já não é apenas o progenitor; é o adepto que veste a capa da resiliência para apoiar o filho que carrega a responsabilidade de um país nas mãos.

Ser pai de um guarda-redes exige um estômago de ferro. Cada vez que o filho se lança ao chão, o corpo do pai mexe-se com o dele. Enquanto o resto do pavilhão celebra um golo, o pai respira de alívio por uma defesa impossível ou sofre em silêncio com a crueldade de uma bola que passa.

Para o pai-adepto, o sucesso não se mede apenas por títulos, mas pela capacidade de o filho se levantar após cada golo sofrido. Naquela baliza não está apenas um atleta de elite; está o sonho de uma família, dos amigos e de uma nação, defendido com as mesmas mãos que o pai, um dia, segurou para o ensinar a andar.

Quando o apito final soa, o guarda-redes procura primeiro aquele par de olhos na multidão. A capa de adepto pode ser retirada, mas o orgulho de pai, esse, é eterno.

1 Comment

  • Elsa Furtado
    Posted 07/02/2026 at 14:40

    Não há orgulho maior! O pai é o mairo fã! Parabéns Celso Sénior e Celso Júnior

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