O novo dirigente reconheceu que o basquetebol cabo-verdiano atravessa uma fase que exige estabilidade institucional, após um período conturbado que culminou com a destituição da direcção anterior. Nesse sentido, garantiu que uma das prioridades do mandato passa por reforçar a organização e a capacidade institucional da federação, bem como das associações regionais e dos clubes.
A aposta na formação surge como um dos pilares da nova direcção. José Semedo defende um investimento consistente na capacitação de dirigentes, treinadores, árbitros e jogadores, apontando esta área como uma das principais fragilidades da modalidade no país. O objectivo passa por elevar o nível competitivo do basquetebol nacional e, simultaneamente, promover maior inclusão, com especial atenção ao relançamento da vertente feminina.
No plano desportivo, o presidente da FCBB sublinhou a importância de reforçar o trabalho nas selecções jovens, nomeadamente nos escalões sub-16 e sub-18, de forma a garantir continuidade e competitividade à selecção sénior.
A nova liderança pretende igualmente fortalecer parcerias institucionais e mobilizar mais recursos para o desenvolvimento da modalidade, envolvendo empresários, o Comité Olímpico Cabo-verdiano e outras entidades nacionais.
Outro dos eixos estratégicos passa pela expansão da prática do basquetebol no arquipélago. Segundo José Semedo, está previsto iniciar um processo de dinamização nas ilhas da Brava e de São Nicolau, onde ainda não existem associações formalmente constituídas, com vista à criação de clubes e à participação futura em competições regionais e nacionais.
O reforço da presença da modalidade nas escolas é também apontado como fundamental para alargar a base de recrutamento e descobrir novos talentos.
A projecção internacional de atletas cabo-verdianos foi igualmente destacada pelo novo presidente da FCBB, que apontou o internacional Edy Tavares como a maior referência da modalidade no país e um exemplo para as gerações mais jovens.
“O nosso objectivo é continuar a exportar atletas de alto rendimento. É uma mais-valia para a modalidade e para o país”, concluiu.


