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Ídolos maienses trocaram o relvado pela farda na Final do Campeonato Nacional Sub-17

O ambiente era de festa e alta tensão. Nas bancadas do Estádio Dau d’Segunda, centenas de adeptos vibravam com a final do Campeonato Nacional de Sub-17 entre a EPIF e a Academia Bola Pra Frente. Mas, no perímetro de segurança, junto ao relvado, dois rostos familiares captavam a atenção de quem acompanha o futebol regional e nacional por outros motivos.

De farda azul e postura vigilante, um atleta do Cruzeiro da Calheta (Luís, capitão que atua tanto como defesa, como médio defensivo) e Niro, treinador do Beira-Mar durante o campeonato regional, ambos efetivos da Polícia Nacional (PN), garantiam que a ordem prevalecesse num dos jogos mais importantes do calendário jovem.

Para muitos dos jovens jogadores em campo, aqueles homens são referências. Um, habituado a liderar a sua equipa dentro das quatro linhas ou a travar ataques pelo Cruzeiro; o outro, estratega no banco do Beira-Mar, habituado a dar instruções táticas sob pressão. Naquele sábado, porém, a “tática” era outra: a segurança pública.

A presença destes agentes, que são também figuras ativas no ecossistema do futebol cabo-verdiano, sublinha uma realidade comum no arquipélago: a do desportista que divide o seu tempo entre o rigor da profissão e a paixão pelo desporto.

A final, que terminou com a vitória expressiva da EPIF por 3-0, decorreu sem incidentes dignos de registo, em grande parte devido ao dispositivo de segurança montado. O facto de os agentes destacados conhecerem as dinâmicas do jogo e os seus intervenientes facilitou, certamente, a gestão de emoções num estádio que registou uma enchente para vários talentos dentro das quatro linhas.

 

Por: GAFT Sports

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