O lateral-esquerdo, que também atua como defesa-central, Ianique Stopira foi distinguido pela direção do SC União Torreense pelos 50 jogos com a camisola azul-grená (tem agora 52).
A direção do Torreense, representado pelo Diretor Geral para o Futebol, André Sabino, aproveitou o jogo frente a União de Leiria (que venceram por 2-1 e que lhes permitiram passar as meias-finais da Taça de Portugal, pela 2ª vez na sua história), para homenagear o internacional cabo-verdiano.
Stopira chegou ao Sport Clube União Torreense na época passada proveniente do Boavista FC da Praia. Em 2024/25 fez 31 jogos e apontou 2 golos. Esta época já leva 21 jogos e o mesmo número de golos da temporada passada.
O camisa 2 e um dos nossos capitães da seleção nacional, além do Torreense ainda em Portugal já vestiu as cores do Santa Clara e do Feirense, e do Deportivo La Corunha, em Espanha.
Porém, o ponto alto da sua carreira foi na Hungria onde se tornou uma lenda viva do MOL Fehérvár FC (antigo Videoton), clube que representou durante 11 temporadas, onde fez 347 jogos, 31 golos e ainda foi 2 vezes campeão húngaro e 1 vez vencedor da Taça daquele país.
Stopira fez a sua estreia na seleção principal em 2008, frente as Maurícias. Não integrou a lista dos convocados para a fase final da CAN África do Sul 2013, devido a uma lesão. Porém, disputou as outras três edições em que participamos (2015 na Guiné Equatorial, 2021 nos Camarões e 2023 na Costa do Marfim).
● Recordar o regresso em grande estilo a seleção nacional
Ianique Stopira anunciou a sua despedida da Seleção Nacional no dia 5 de junho de 2024 e uma semana depois foi homenageado em pleno Estádio Nacional pela Federação Cabo-verdiana de Futebol, no intervalo do jogo Cabo Verde 1-0 Líbia.
O atleta, na altura, recebeu das mãos do presidente da FCF, Mário Semedo, uma camisola com o número 2 nas costas e 62 na parte de frente (número de internacionalizações, agora são 63).
Contudo, passado um ano e três meses, Bubista o convenceria a regressar num momento complicado, tendo em conta as opções para o setor defensivo. Pois, Logan Costa ainda está a recuperar de uma lesão e Diney Borges estava em dúvidas para jogo frente as Maurícias. Do lote dos que normalmente são a primeira escolha só restavam Pico Lopes e o ainda inexperiente nestas andanças Kelvin Pires.
Mais do que opção para jogar, acredita-se, sobretudo, que a escolha em Stopira estava (e está) relacionado com a liderança, carisma e experiência. Pois, estávamos muito perto de fazer história e mais uma voz do comando no seio grupo, a juntar-se aos veteranos Ryan Mendes, Vozinha e Garry Rodrigues, poderia ser muito útil em momentos de aperto, de emoção ou pressão. Como, acreditamos que foi o jogo na Líbia.
Regressou porque a sua história enquanto Tubarão Azul ainda não tinha terminado. E retomou no mesmo palco, onde no dia 13 de julho de 2024 tinha sido determinante na conquista do título de campeão de Cabo Verde pelo Boavista FC da Praia. Tinha feito o golo do triunfo dos axadrezados frente ao FC Derby, de São Vicente.
Regressou, voltou a jogar pela seleção e, no dia 13 de outubro de 2025, voltou a marcar. Desta feita não foi o golo da vitória. Mas, um golo que ficará marcado para a eternidade na lista dos golos da bela caminhada de Cabo Verde rumo ao Mundial 2026, a primeira vez da nossa história.

Por GAFT Sports


