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Histórico: África em grande no Mundial 2026 com 9 seleções na fase a eliminar!

O continente africano assina a página mais bonita e dominadora da sua história no futebol mundial. Com o fecho oficial da fase de grupos do Mundial de 2026, os números não mentem: a África é o continente mais eficiente e bem-sucedido na corrida a próxima fase da competição. Das 10 equipas que viajaram até à América do Norte, nove garantiram a qualificação para os 16 avos de final. Apenas a Tunísia ficou pelo caminho.

O alargamento do torneio para 48 equipas abriu as portas a um recorde de 10 nações africanas (graças à vitória da RD Congo na repescagem intercontinental). Havia quem temesse que o aumento de vagas diluísse a qualidade, mas os representantes da CAF provaram precisamente o contrário: a África estava, sim, sub-representada.

Destaque seleção por seleção:

– Marrocos: O semifinalista de 2022 confirmou o estatuto de potência global.

– Cabo Verde: A grande sensação! Os Tubarões Azuis avançaram invictos no Grupo H após travarem gigantes como Espanha e Uruguai.

– Senegal: Mostrou o seu poder de fogo ao aplicar a maior goleada africana da história dos Mundiais (5-0 ao Iraque).

– A Costa do Marfim: Fez uma qualificação sólida e cheia de autoridade perante os seus adeptos em solo americano.

– A África do Sul: Mostrou consistência tática pura para carimbar o passaporte entre os melhores.

– O Egito: Liderados pela experiência, os faraós carimbaram a sua presença sem grandes sobressaltos.

– A Argélia: Sobreviveu a um grupo duríssimo com um futebol ofensivo e apaixonante.

– A RD Congo: Escreveu um autêntico conto de fadas desde a repescagem até ao apuramento direto no grupo.

– O Gana: As Estrelas Negras mantiveram os nervos de aço para carimbar o nono bilhete do continente.

Infelizmente, a festa africana não pôde ser 100% perfeita. A Tunísia foi a única seleção do continente a fazer as malas mais cedo. Inserida no temível Grupo F, ao lado das potências europeias Países Baixos e Suécia, e de um surpreendente e dinâmico Japão, a seleção do Norte de África não conseguiu somar qualquer ponto. Uma eliminação precoce que se deveu, em grande parte, ao azar de um sorteio impiedoso.

Historicamente, o formato antigo das eliminatórias era visto por especialistas como “cruel”, deixando muitas vezes seleções de enorme talento fora do palco principal. Em 2014 e 2022, apenas duas equipas africanas tinham chegado à fase a eliminar. Saltar de duas para nove seleções nesta etapa é um feito sem precedentes que muda o eixo do futebol mundial de forma definitiva.

O espetáculo do futebol africano marcado pela alegria nas bancadas e pela incrível diversidade tática no relvado, promete continuar a agitar os estádios do Canadá, México e Estados Unidos.

Por: GAFT Sports

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