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Do Gana para o topo da ilha do Sal: A ascensão de Emmanuel Appiah no GD Palmeira

Muitos jogadores estrangeiros, oriundos de outros países africanos, escreveram o seu nome na história do futebol cabo-verdiano. A título de exemplo, podemos citar os senegaleses Maguette Seye e Theodore, o marfinense Gaoussou Bakayoko ou, mais recentemente, o conacri-guineense Abdoulaye Sylla e os nigerianos Sunday e Mike, entre muitos outros.

O jogador que se tem destacado nos últimos anos é o defesa-central Emmanuel Appiah. Natural do Gana, é o capitão do atual campeão nacional, o Grupo Desportivo Palmeira, da ilha do Sal. O camisola 13 da equipa orientada por Toca Leite tem como ídolo o alemão Michael Ballack (razão pela qual escolheu o referido número) e guarda uma curiosidade: iniciou a sua carreira na escola de futebol da sua mãe, a Crystal Palace Soccer Academy.

A nível sénior, antes de chegar ao GD Palmeira, jogou na sua terra natal em clubes como o Berlin FC, Juventus FC, Kumasi Asante Kotoko e Okwahu United; passou ainda pela China, no Dayu FC, e estreou-se em Cabo Verde ao serviço do Santa Maria SC.

Já completamente adaptado ao futebol nacional, Emmanuel considera que “Cabo Verde possui muitos jogadores talentosos, porém falta mais investimento, marketing e divulgação”.

A sua chegada ao arquipélago deu-se por acaso. Estava no Gana, após um período sem jogar, quando o seu agente — que se encontrava de férias na ilha do Sal — soube, através do presidente do Santa Maria SC, que o clube procurava um defesa-central para fechar o plantel. O agente contactou Emmanuel, sugerindo-lhe o desafio. O jogador aceitou, gostou da experiência e, após boas exibições no Santa Maria, transferiu-se para o GD Palmeira.

No GD Palmeira, já conquistou todos os troféus possíveis, desde títulos regionais a nacionais, incluindo dois títulos de Campeão Nacional, duas Supertaças de Cabo Verde e uma Taça de Cabo Verde.

Emmanuel Appiah afirma que “o primeiro título de campeão de Cabo Verde ao serviço do GD Palmeira foi um dos melhores momentos” da sua carreira e que “ser capitão de uma equipa como o Palmeira é um orgulho, mas também algo que exige muita responsabilidade e trabalho duro”. Conclui referindo que aprendeu muito com antigos capitães, nomeadamente “Stivan, Moussa, Latch e Roni”.

Por: GAFT Sports

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