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Bubista: Duas CAN’s (que podemos interpretar como três) e um Mundial!

Pedro Leitão Brito um nome que fica para a história do futebol cabo-verdiano. Pois, Bubista (como é carinhosamente apelidado) voltou a realizar um feito marcante enquanto selecionador nacional.

Depois de ter integrado a equipa técnica de Lúcio Antunes que levou Cabo Verde a sua primeira Copa de África das Nações, em 2013, realizada na África do Sul, e de ter sido o primeiro técnico a apurar Cabo Verde para duas edições da CAN, 2021 nos Camarões e 2023 na Costa do Marfim, Bubista leva agora os Tubarões Azuis ao Mundial 2026, a realizar-se nos Estados Unidos, México e Canadá.

Anunciado como selecionador nacional no dia 28 de janeiro de 2020, em substituição do português Rui Águas (que tinha deixado o cargo, em dezembro de 2019, para ser adjunto do também português Jesualdo Ferreira no Santos, Brasil), Bubista escolheu para seu adjunto Humberto Bettencourt (um outro gentleman, de fino trato e que dispensa apresentações quando falamos do futebol nacional).

Bubista tem feito um trabalho notável. Basta recordar que foi ele que levou a nossa seleção pela primeira vez aos quartos-de-final de uma CAN, Costa do Marfim 2023 (onde só caímos nas grandes penalidades frente a África do Sul). 

Enquanto jogador, Bubista fez parte da seleção nacional tendo sido, até 2005, o mais internacional de sempre, com 28 internacionalizações. Aliás, era ele o capitão da seleção campeã da Taça Amílcar Cabral, em 2000 (competição realizada na Praia), ao derrotar a seleção do Senegal na final por 1-0 (golo de Toy d’Sal, que na altura jogava no Sporting de Braga).

Atuava como médio defensivo e foi dono da camisa 6 da seleção nacional durante vários anos. Jogou em Espanha, no Badajoz, em Angola, durante vários anos no ASA (Atlético Sport Aviação, onde foi capitão e campeão angolano), em Portugal, no Estoril Praia, além de em Cabo Verde nomeadamente no FC Derby, Académica da Praia, Desportivo da Praia e no Falcões do Norte, onde encerrou a carreira. 

Treinou equipas como Académica do Mindelo, CS Mindelense, Sporting da Praia e Batuque de São Vicente, tendo sido ainda treinador adjunto de Lúcio Antunes no Progresso de Sambizanga, de Angola.   

Quando Cabo Verde não conseguiu qualificar-se para a CAN 2025 foi criticado e alguns adeptos até chegarem a pedir a sua demissão. Mas, a direção da Federação Cabo-verdiana de Futebol manteve-se serena e confiante no seu trabalho. 

E ainda bem! Pois, o melhor estava reservado para o futuro. E esse futuro, antes sonho, tornou-se realidade no dia 13 de outubro de 2025. 

Obrigado Bubista! Em silêncio mostraste que a liderança é o desejo apaixonado de fazer a diferença. Mostraste que sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos.

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