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“A taça não sai daqui”: Senegal desafia a Confederação Africana de Futebol e ameaça recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto

A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) recusa-se a entregar o troféu da Taça das Nações Africanas (CAN), atribuído recentemente a Marrocos na secretaria pela Confederação Africana de Futebol (CAF), e ameaça recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), em Lausanne.

A decisão da CAF, tomada 58 dias após a final caótica entre Senegal e Marrocos, é inédita: apesar do Senegal ter vencido o jogo em campo por 1-0 no prolongamento, Marrocos recebeu oficialmente a vitória por 3-0, na sequência de um protesto após os jogadores senegaleses terem abandonado o relvado em protesto contra a marcação de um penálti.

A reação senegalesa foi imediata e dura. Num comunicado, a FSF classificou a decisão como «injusta, inédita e inaceitável», afirmando que «desacredita o futebol africano» e anunciou recurso para «defender os direitos do futebol senegalês».

Abdoulaye Sow, secretário-geral da FSF, garantiu ainda que o troféu não sairá do país. «A CAF é corrupta, e a indignação mundial confirma isso», disse. «Quero tranquilizar todos os senegaleses: o Senegal tem a vitória do seu lado».

A final, disputada em Rabat, entrou em caos aos 98 minutos, quando os jogadores senegaleses abandonaram o campo por 17 minutos. Durante a interrupção, adeptos tentaram invadir o relvado. Depois de voltarem, Edouard Mendy defendeu o penálti de Brahim Díaz, levando o jogo para o prolongamento, onde Pape Gueye marcou o golo do Senegal.

Vários jogadores senegaleses reagiram nas redes sociais, como Idrissa Gana Gueye: «Títulos, troféus, medalhas… tudo isto é passageiro. O que realmente importa é que cada adepto possa voltar para casa e encontrar a família». El Hadji Malick Diouf acrescentou: «O troféu ganha-se em campo, não por e-mail».

A Federação Marroquina de Futebol declarou que respeita a decisão da CAF, reiterando que o objetivo era apenas a aplicação dos regulamentos e não contestar o desempenho das equipas.

Além do título, a CAF manteve uma multa de 90 mil euros a Marrocos por interferência na zona do VAR, mas anulou outra e reduziu a suspensão do jogador Ismael Saibari.

Por GAFT Sports/abola.pt

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